Amor lejano para la vida
Felipe Magnus Gil
21 de fevereiro de 2012.

Sabe por que te quiero
asi como la luna
quiere para sí
la estrella más brillante
del universo?

Porque quieres vivir conmigo
y siempre me buscas
por el día o por la noche -
quieres trabajar y bailar,
llorar y reír conmigo.

Es que también te quiero
porque consegui veer todo
que somos un para otro.
Es que siempre te quiso,
de una forma o de otra.

Y la vida se lleva
solo la gente de gran corazón
y que pone en todo que hace
el mejor de su alma -
así somos, mi amiga, compañera,
tú que eres el sujeto
de todos los más sinceros sueños
de mías frías noches
que pasé lejo de tí
(lejos solo en cuerpo).

Silêncio
Felipe Magnus Gil
16 de fevereiro de 2012.

O silêncio
é o nada
enlatado
na significância
humana.

O silêncio só cresce
quando não há nada
que cative palavras,
que motive ações,
que fascine pessoas.

O silêncio é nada,
nada mais ou menos
que o inevitável
sobre mentiras cruéis
que nos forçamos
a acreditar assim
como salvação
do próximo instante.

Doce Ilusão
Felipe Magnus Gil
10 de fevereiro de 2012.

Aquelas doces balas
de gosto final amargo
que como a cada tarde,
aquelas balas
chamadas ilusões.

O açúcar delas
nos dá energia
instantânea
suficiente
para dar de cara
na adversidade
mais instantânea.

E o amargo
faz seu papel
de normalizar
o doce excessivo
que foi ingerido.

Da Arte de Viver
Felipe Magnus Gil
09 de fevereiro de 2012.

Vamos cavalgar
pelos ventos vindouros
e pelas vinhas do tempo
que vem golpeando o rosto
cada vez mais rápido -
a velhice física,
e a arte de viver consiste
em conservar a juventude
das vontades da tua alma
e viver o amor recíproco
sempre que possível,
porque nada levamos
desta vida além das pessoas
e nada se lava da memória
para conviver
com incompletudes vazias
ou defeitos relativos.

O governo dos sonhos
é melhor que o governo
dos velhos partidos,
visto que ambos
não se permitem vivos.

E como a marreta
está construindo
quando destrói o muro
que aleijava as pessoas
da visão do por do sol,
vamos desconstruir
para nos encontrar
mais sinceros e humanos
como nunca.

Canivetes e Corações
Felipe Magnus Gil
28 de janeiro de 2010.

É um amor, sim,
mesmo com medo
de se admitir
depois das repetidas
e doloridas feridas:
um ponto em comum,
não somos de ferro.

É um amor, sim,
a primeira vista,
mas nunca vazio,
muito teimoso
(retrato de nossa
personalidade).
A primeira vista
que mais dura
e mais acrescenta.

Mesmo com a chuva ácida,
chuva de canivetes,
nossos corações palpitam.

E não quero me livrar
de nada teu, nada nosso,
para viver outras coisas
que eu sei: nunca serão
como é com você.

Quero preencher nossa distância,
ignorar nossos traumas,
curar nossas feridas juntos.
Vamos viver!

Televisão – Parte II
Felipe Magnus Gil
23 de dezembro de 2011.

nós estamos alheios aos fatos,
apesar de transmití-los
e fingir chorar e sorrir
com quem nos vê.

nós estamos acima dos fatos,
podemos controlar tudo
que as pessoas vêem,
pensam e sentem.

nós podemos ir contra a maré,
sem culpa, sem coração,
rasgando a consciência
de quem pensa e vota
ou nada faz.

nossas imagens são perfeitas,
incontestáveis, irrefutáveis,
nós somos a verdade
e a realidade é alheia
ao que se passa na tela.

Ilusões de Conhecimento Popular
Felipe Magnus Gil
20 de dezembro de 2011.

Imaginem se as verdades fossem únicas e absolutas. Existiria, provavelmente, diversos teóricos da verdade; ela influiria não apenas no funcionamento da sociedade, mas também no andamento da economia. Também possivelmente existiria um Partido da Verdade, uma entidade transnacional que implantaria suas medidas sócio-econômicas gradativamente, até se tornar um regime político. Autoritário, sem dúvida alguma. Porque em qualquer lugar onde as verdades sejam absolutas e singulares, o imperativo e o infinitivo se misturam, e verdades se tornam ordens, mandamentos e obrigações.

Como um dia, todos os impérios sempre caem, e todas as monarquias desmoronam, o modelo Verdadista cairia por terra em uma quarta-feira cinzenta qualquer. E então toda a população interromperia suas tarefas em seus empregos, os adolescentes ficariam estarrecidos diante de seus professores nas salas de aula, as crianças iriam parar de rodar o gira-gira, e todos se perguntariam: “Viveremos do que, agora? De ilusões?”.

Mas os governantes do modelo Verdadista são muito astúcios: eles transformam, deturpam, ao seu bel prazer e conveniência, todas as premissas do modelo falido, e propagam essas novas versões ao povo, através de comerciais mercadologicamente atrativos, na televisão. Vendendo suas teorias, diretamente recicladas do modelo falido, como a salvação para os problemas populares. Mas ninguém consegue comprar sequer o pão de cada dia.

O povo sabe qual seu próprio caminho.
O povo sabe quais suas próprias respostas.
Mas está impossibilitado de realizar,
porque um certo dia, o poder foi doado
a poucos representantes, e o povo, então
caiu em desgraça, sem soberania.

À Carne Branca Aniquilada
Felipe Magnus Gil
28 de novembro de 2011.

Eu olho para aquele rosto
tão angelical, outrora
consumido por mim.
Eu destroço, aniquilo
aquela carne
branquíssima,
exposta em perfil
virtual.

Porque o meu destino
nunca foi aquele
antes consumado,
antes consumido,
antes conformado.

Eu aniquilo
sem pudor,
com luvas
e bisturi:
nenhuma gota
daquele sangue
espirra em mim.

Eu aniquilo
a lembrança
da pureza
pretendida,
impossível.

Fera Ferida
Felipe Magnus Gil
22 de novembro de 2011.

Qual fera
que mira
e erra;
a quimera
ferirá;
a atmosfera,
quem dera,
traz sua ira
a toda fera
ferida
e ajude na ida
à terra querida,
e não pertencida;
e que na partida
toda ferida
seja lambida
ainda na recaída
da quimera
atraída
pela intensa ira
da ventania…

Tierra en Desarollo
Felipe Magnus Gil
13 de novembro de 2011.

Prefieres vivir
en la tierra
donde hay mucho
para solucionar,
llorar, crear y reír?

Prefieres vivir
en la tierra
donde hay poco
para solucionar,
reír, repetir y llorar?

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